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Apesar dele estar lendo suas HQ’s e eu assistindo Friends na televisão,

Nossos pezinhos ainda continuam entrelaçados debaixo do edredon.

*as mulheres precisam d saudades, isso eh o q firma, o estar sem estar.

Tenho citar esse pedaço, dessas conversas que temos nas madrugadas. Ela é bem sabida com as mulheres.

 

Também tenho que citar esse pedacinho de um blog interessantíssimo que descobri hoje:

*Amigo destes que me ensinou a transitoriedade do verbo amar. Sim amar é transitivo, aprendi com eles.

Eu tenho tentado aprender a conjugar o verbo amar. Quero amar no presente. Intenso e sem reservas. Ele tem me dado boas aulas de como se conjuga amar no presente.

Tire o seu sorriso do caminho,
Que eu quero passar com a minha dor.

Eu sei quem trama e quem tá comigo.

E esse garoto que é todo “tímido”, mas não fica nem um pouco envergonhado em beijar ou pegar no peito, indo estratégicamente no que tem o piercing.

Geeks, a farsa.

Há alguns dias eu queria escrever sobre isso. Assistindo a TV, tinha essa cantora que apresentava uma música nova. O som que ela fazia era um tipo de pop reggae, o que não me agrada muito, e a letra falava a respeito da infância e de como ela e sua irmã eram excluídas do círculo social das populares. Eu também fazia parte dessas crianças impopulares, do cabelo alto e roupas não descoladas. Foi uma época difícil, mas hoje eu vejo que aquela situação foi o que mais contribuiu para que eu seja a pessoa que sou hoje. Não vou dizer que sou feliz por ter passado por aquilo, mas já que passei sou feliz por ter tirado algo de bom . Minha personalidade foi construída a partir de experiências difíceis e falta de aceitação. Obviamente minha aparência física era o que mais influenciava para que isso ocorresse. Uma coisa que eu sempre digo pra uma amiga é, ”nossa personalidade também se constitui por fatores físicos”. As pessoas costumam pensar que personalidade é dissociada de aparência física, que “eu posso ser feia por fora mas linda por dentro”. Você aí já viu alguém insatisfeito com  a auto-imagem andar saltitante? Eu não. Se por fora a coisa anda “feia” por dentro muito provavelmente também vão ter coisas não tão agradáveis de se apresentar. Eu era muito tímida, agressiva, e não conseguia me relacionar bem com os garotos. Depois de alguns anos fui aprendendo a me cuidar, desenvolvendo minhas preferências por roupas, sapatos E garotos. Posso não ser uma lady, mas não ando mais tão desgrenhada, e sei discernir alguém que valha a pena de um babaca fútil. Mas voltando ao que eu pretendia dizer antes, no meio da música ela falava algumas coisas como “what goes around, comes around” e “a garota linda da escola agora me pedia um trocado”. Sinceramente? Eu agora não tenho a mínima vontade de ter sido uma delas. E o que eu desde o começo queria dizer é que as pessoas não precisam ficarem pobres, pedindo esmola ou gordas com 7 filhos pra você sentir que deu a volta por cima. Até pq isso de esmola é tão fictício, soa tão bobo. Não me agrada essa idéia de contos de fadas, da princesa malvada que ficou pobre ou se deu mal no final. Minha volta por cima foi ter aprendido coisas que pra elas é corriqueiro, com muito mais afinco. Saber dar valor ao auto-cuidado, e também reconhecer o valor das pessoas. Saber que existem mil outras alternativas de viver a vida, e ser bem sucedida nela, não necessariamente sendo o centro da beleza e atenção alheia. Nesse momento da minha vida eu percebo que sei ser muito mais autônoma no quesito relacionamentos, sei encontrar satisfação em outras coisas. Sei também que nenhuma delas se passasse por uma situação difícil teria um terço da força e determinação que eu tenho. Não quero aqui dizer que eu sou demais e que tive um happy end. Só que meu começo foi árduo, e eu me fortaleci muito mais. Quanto a elas, que continuem suas vidas, sendo felizes com o que conseguem ser.

É preciso abrir os olhos da população mundial
Pra quebrar o funcionamento da lógica patriarcal
Se teu marido te bate, se seu pai levanta a mão
Não se deixe subjugar, levante-se diga não
Uma mulher que obedece, posicionamento servil
Essa é uma realidade, não só aqui no Brasil
Olhe pro oriente, veja como a mulher é tratada
De várias maneiras, por causas dúbias, elas são assassinadas

Lave-passe, tenha filhos, esteja sempre um cargo abaixo
Não estude, cubra o corpo, tenha um homem do seu lado
Você só se expressa pela beleza que tem
Se for feia, já era, não tem respeito de ninguém

Se você já nasceu assim, subserviente
Se comporta dessa maneira, desde que se conheçe por gente
Suas filhas não precisam ser as amélias do lar
Todos sabem que pra haver mudança, o primeiro passo é estudar
Você quer se casar, mas primeiro vá sonhar
Pra ser homem de verdade, tem que saber respeitar
Desde o século XIX tái o movimento feminista
Pra lutar pelos seus direitos, pra não sermos mais vitimas

Lave-passe, tenha filhos, esteja sempre um cargo abaixo
Não estude, cubra o corpo, tenha um homem do seu lado
Você só se expressa pela beleza que tem
Se for feia, já era, não tem respeito de ninguém

A violência é sutil, começa nas questões de gênero
O discurso é vil, dizem que manda quem chegou primeiro
É só quebrar o ciclo, reconstruir a identidade
Estude, leia um pouco. Tudo parte da subjetividade

Cadê a coragem pra terminar?

Quando namorei?

Já era assim mesmo.


É que a gente fica cega, sabe?

Eu vivo um dilema com as unhas dos pés. Tem toda essa cultura popular de que as mulheres tem sempre que estar com as cutículas tiradas, unhas pintadas e tudo mais. Eu não faço isso, só corto as unhas mesmo. Por questão de higiene. Mas essas coisas devem crescer uns 2 ou 3 milímetros por noite. É muito cansativo quase todo dia acordar como uma preguiça.

Pela Vitrine da Loja

Parte II

Aquelas memórias o tempo todo rondando, assustando, e aquele maldito garoto estranho que aparecia subitamente nos lugares mais diversos em que ela estivesse. Começou na vitrine da loja, mas agora ele aparecia nas esquinas, no meio da multidão, na porta do banheiro, nos cantos escuros. Ele também adorava passar correndo quando estava à noite. Não parava, não era possível nem ver o seu rosto feio, mas aquela presença era inconfundível, e depois do susto ela sempre sabia que havia sido ele. A coisa também mudou com o tempo, tornou-se cada vez mais feio e assustador. O demoniozinho era tão desfigurado e perverso, como se fosse um enviado do próprio satã. A única coisa que não mudava era o sorriso sarcástico e os dentes pontiagudos.

A família começou a se preocupar com ela. O humor sempre muito irritado, falava cada vez menos e sempre com os olhos arregalados. O pai chegou a comentar que ela parecia estar num susto constante, com aquelas bolotas saltadas. Não sabiam o que fazer, e também não houve tempo para isso. Quando o chefe começou a reclamar e a fazer perguntas, ela não suportou mais. Na terça-feira daquela mesma semana, a mãe entrou no quarto por volta do meio dia. Não havia nem percebido que ela não fora para o trabalho, a intenção era apenas a de abrir as janelas. Empurrou a porta e encontrou a filha caída na quina do quarto, com as mãos tão tensionadas que as unhas perfuraram a carne, umas olheiras profundas, baba seca escorrida pelo rosto e os olhos fechados. Os legistas afirmaram que a morte foi causada por ingestão de remédios. Os pais nunca conseguiram compreender o que leva uma pessoa tão jovem a acabar com a própria vida desta maneira. E nunca a perdoaram por acabar com a vida e o casamento deles também. Nem ao menos uma carta ou um bilhete, isso os deixou mais perdidos ainda. 16 dias, foi tudo o que ela pode agüentar. Alyona foi considerada mais uma daquelas pessoas que se matam sem motivos, dessa nova geração de despreparados.

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